Salva pelo amor!
Salva pelo amor!
Eu gostaria de apresentar a vocês a Médica Veterinária (e minha amiga) Taise Bortolon e sua ‘’filha’’ de 4 patas, a potra Aruana.
Essa potra veio do PR junto com uma tropa de animais, porém quando chegou em Vacaria/RS, percebeu-se que ela havia se machucado durante a viagem, dentro do caminhão e quase não teria chances de sobreviver, devido à gravidade do ferimento e por ser tão jovem. Mas, graças ao amor pelos animais e a dedicação da Dra. Taise, literalmente teve sua vida salva, conseguiu se curar e de quebra, ganhou um lar cheio de amor!
Confere aí!
“Algumas coisas simplesmente acontecem no momento e na hora que devem acontecer, sem hora nem data marcada. Há pouco tempo eu sofri uma, das que considerei a maior das minhas perdas, a minha Amora, uma cachorrinha que me acompanhou por 3 felizes anos e acabou me deixando de maneira trágica e repentina.
Amora, eu para sempre te amarei!
Seis meses depois, em um sábado de sol fui apresentada aquela que, novamente preencheria meu coração de muito amor, luz e paz. Ela vinha do Paraná junto com uma tropa de cavalos e outros potros, ainda xucra e muito assustada ela acabou se machucando nas travas do caminhão, uma fratura de osso e tendão expostos no membro posterior esquerdo, eu sabia que aquele ferimento precisaria de muito cuidado, limpeza, tempo e dedicação, levaria bastante tempo até uma cicatrização completa, então neste mesmo dia, com a ajuda de pessoas muito dedicadas, iniciei o protocolo de tratamento.
Foram 5 meses de dedicação e tratamento intenso, algumas complicações também ocorreram neste período de tempo, até a cicatrização completa da ferida. Confesso que algumas vezes chorei, sentindo pena em ver tanto sofrimento em um ser tão inocente. Mas apesar de ser pequena, ela era forte e dia a dia ela foi se permitindo, se amansando e me encantando, tudo no tempo dela. Enquanto ainda estávamos em processo de tratamento, o proprietário dela veio até mim para conversar sobre a situação da potra e me perguntou sobre a condição do ferimento e se seria possível ‘salvar’ o membro, então eu prontamente respondi que sim, que continuando o tratamento e seguindo o protocolo teríamos bons resultados. Então, sem que eu imaginasse, ele me deu a surpreendente notícia de que me doaria ela, eu quase não acreditei no que havia escutado e nesse dia meu coração errou batidas de tanta felicidade.
Depois da notícia, seguimos com lavagens e curativos todos os dias, muitas vezes até 2x por dia, e eu nunca deixei de agrada-la, antes e depois dos procedimentos. Em alguns momentos de extremo estresse dela, eu parava tudo para acalma-la e então retornava com o processo, sempre zelei por fazer tudo de uma maneira sutil e delicada para que ela não ficasse traumatizada e conseguisse entender o processo todo como algo menos doloroso.

O animal sente! Eu sei que sente! E a gente passou a se entender melhor, quando eu entrava na cocheira para pega-la, inicialmente ela roncava, demostrando desconforto, mas, logo ela passou a me dar a cabeça para arrumar o buçal.
Sempre que eu agradava a cabeça e ela abaixava em sinal de respeito e quando eu finalmente consegui abraçar, sentir o cheiro e o calor dela, nos conectamos através da alma, do sentimento e do afeto.
Confesso que eu enchia os olhos de agua cada vez que ela permitia que eu á acariciasse, e não demorou para ela até cochilar sobre meu ombro durante os agrados. Foram muitos momentos, momentos os quais fizeram eu passar a ama-la, cada vez mais e sentir a reciprocidade.
Hoje, eu vim aqui contar essa história e dizer que ela está muito bem, que o sofrimento dela acabou, e que naquele exato momento em que nos conhecemos ela preencheu boa parte do vazio que habitava em mim.
Agradeço a todas as pessoas que me ajudaram a cuidar dela, aos funcionários do Hotel Fazenda Capão do Índio, em especial ao Sr. João Viterbo proprietário fazenda e ao gerente de campo Lucas Parizotto que á confiou a mim, sempre muito disposto, dedicado e comprometido com o tratamento e que ainda dedica seus cuidados a ela.
Sei que ela veio como um presente de Deus para mim, e sinto uma enorme gratidão por tanta generosidade, ela se chama Aruana, nós tivemos um final feliz e ela agora, é parte de mim.”

Taise Bortolon - Médica Veterinária